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Reforma Tributária

Sua empresa está preparada para as novas exigências fiscais?

A Reforma Tributária já começou a impactar a rotina das empresas brasileiras. Embora a implantação do novo modelo aconteça de forma gradual até 2033, diversas obrigações já estão entrando em vigor e exigem que os sistemas de gestão, os processos internos e a emissão de documentos fiscais sejam adaptados.

Independentemente do segmento de atuação, empresas que comercializam produtos ou prestam serviços precisam acompanhar de perto essas mudanças para evitar problemas operacionais, rejeições de notas fiscais e inconsistências perante o Fisco.

Neste artigo, a WLE explica os principais pontos da Reforma Tributária, apresenta os marcos do cronograma de implantação e mostra como sua empresa pode se preparar para esse novo cenário.


Por que a Reforma Tributária foi criada?

Durante muitos anos, o sistema tributário brasileiro foi considerado um dos mais complexos do mundo. Regras diferentes entre estados, inúmeros tributos e obrigações acessórias tornaram a gestão fiscal um grande desafio para empresas de todos os portes.

A proposta da Reforma Tributária é simplificar esse modelo, substituindo diversos tributos por uma estrutura mais padronizada.

Ao longo da transição, os seguintes impostos serão substituídos:

  • PIS;
  • COFINS;
  • ICMS;
  • ISS;
  • parte do IPI.

Em seu lugar passam a fazer parte do sistema:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – tributo de competência da União;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – compartilhado entre Estados e Municípios;
  • Imposto Seletivo (IS) – destinado a produtos e serviços específicos previstos em lei.

Essa transformação ocorrerá gradualmente, permitindo que empresas e órgãos públicos realizem as adequações necessárias.


Minha empresa será afetada?

Na prática, sim.

Qualquer empresa que emita documentos fiscais eletrônicos precisará adaptar seus processos.

Isso inclui empresas dos mais diversos segmentos, como:

  • comércio;
  • indústria;
  • atacado;
  • distribuidores;
  • prestadores de serviços;
  • transportadoras;
  • e-commerce;s
  • supermercados;
  • autopeças;
  • materiais de construção;
  • tecnologia;
  • entre muitos outros.

Mesmo empresas que não sofrerão alterações imediatas na carga tributária precisarão atualizar seus sistemas para atender às novas exigências fiscais.


O cronograma da Reforma Tributária

A implantação do novo modelo foi dividida em etapas para facilitar a adaptação das empresas.

2026: o ano da preparação

Este é o momento em que os sistemas ERP passam a incorporar as alterações exigidas pela legislação.

Empresas devem revisar seus cadastros, atualizar parâmetros fiscais e preparar seus colaboradores para trabalhar com os novos layouts dos documentos fiscais.

Um prazo que merece atenção: 3 de agosto de 2026

A partir de 3 de agosto de 2026, empresas enquadradas no Lucro Real e no Lucro Presumido passam a ter uma obrigação importante: destacar corretamente os tributos IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

Com o fim do período de adaptação, os ambientes autorizadores passam a validar essas informações de maneira obrigatória.

Caso os novos campos não estejam preenchidos corretamente, a nota fiscal poderá ser rejeitada antes mesmo de sua autorização.

Na prática, isso significa que uma venda pode deixar de ser concluída simplesmente porque o sistema não está atualizado ou porque os parâmetros fiscais não foram configurados adequadamente.

Para evitar esse tipo de situação, recomenda-se que as empresas:

  • mantenham o ERP atualizado;
  • revisem todas as configurações fiscais;
  • validem o cadastro de produtos, serviços e operações;
  • realizem testes antes da utilização em produção;
  • mantenham contato constante com a contabilidade.

De 2027 até 2032

Durante esse período ocorrerá a convivência entre o modelo tributário atual e o novo sistema.

As empresas precisarão administrar regras antigas e novas simultaneamente, exigindo atualização constante dos sistemas de gestão.


A partir de 2033

Com o encerramento da transição, IBS e CBS passam a integrar definitivamente o modelo tributário brasileiro, substituindo os tributos previstos na legislação.


Mudanças na emissão dos documentos fiscais

Além das alterações legais, os documentos fiscais eletrônicos passam a conter novas informações obrigatórias.

Entre elas estão:

  • identificação do IBS;
  • identificação da CBS;
  • novos códigos tributários;
  • novas bases de cálculo;
  • grupos adicionais no XML da nota fiscal;
  • informações relativas aos créditos tributários.

Essas mudanças exigem que os sistemas emissores estejam constantemente atualizados.


O cadastro fiscal ganha ainda mais importância

Com as novas regras, o cadastro correto de produtos e serviços deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser essencial para o funcionamento da empresa.

Informações como:

  • NCM;
  • CST;
  • classificação tributária;
  • unidade tributável;
  • benefícios fiscais;
  • regras específicas das operações;

precisam estar atualizadas para evitar rejeições e cálculos incorretos.


A Reforma Tributária não é apenas uma mudança do setor fiscal

Embora muitas pessoas associem a Reforma apenas à contabilidade, seus reflexos atingem praticamente toda a empresa.

Entre os departamentos impactados estão:

  • vendas;
  • compras;
  • estoque;
  • faturamento;
  • financeiro;
  • custos;
  • controladoria;
  • logística;
  • gestão comercial;
  • diretoria.

Em muitos casos, será necessário revisar processos internos para garantir que todas as informações fiscais sejam geradas corretamente.


O que sua empresa deve fazer agora?

Independentemente do porte da empresa, algumas ações devem ser tratadas como prioridade.

Atualize seu sistema de gestão

Um ERP atualizado será indispensável para acompanhar as constantes alterações da legislação.

Revise os cadastros

Produtos, clientes, fornecedores e operações fiscais precisam estar corretamente parametrizados.

Treine os colaboradores

As equipes responsáveis pela emissão de documentos fiscais devem conhecer as novas exigências.

Conte com sua contabilidade

O alinhamento entre empresa, contador e fornecedor do ERP será decisivo durante toda a transição.


Quais os riscos de não se adequar?

Empresas que deixarem as adaptações para depois poderão enfrentar diversos problemas, como:

  • rejeição de notas fiscais;
  • atrasos no faturamento;
  • paralisação de operações;
  • multas;
  • inconsistências fiscais;
  • erros na apuração de tributos;
  • retrabalho;
  • perda de produtividade.

A adequação antecipada reduz esses riscos e proporciona maior segurança para o negócio.


Como a WLE está conduzindo essa transformação?

Na WLE, acompanhamos continuamente todas as atualizações relacionadas à Reforma Tributária.

Nossa equipe técnica monitora as publicações da Receita Federal, ENCAT, Confaz e demais órgãos responsáveis pela regulamentação, desenvolvendo as adaptações necessárias para que nossos sistemas permaneçam em conformidade com a legislação.

Além da evolução tecnológica do ERP, oferecemos suporte especializado para orientar nossos clientes durante todo o processo de implantação das novas regras fiscais.

Nosso compromisso é garantir que sua empresa continue operando normalmente, com segurança, estabilidade e conformidade legal.


Perguntas frequentes

Minha empresa precisa se preocupar com a Reforma Tributária agora?

Sim. Algumas obrigações já estão em vigor e outras serão implementadas gradualmente. Quanto antes sua empresa iniciar a adaptação, menores serão os riscos durante a transição.

O ERP precisa ser atualizado?

Sim. As alterações nos documentos fiscais e nas regras tributárias exigem constantes atualizações do sistema de gestão.

Todas as empresas terão mudanças na emissão das notas fiscais?

Empresas que emitem documentos fiscais eletrônicos deverão acompanhar o cronograma da Reforma Tributária e atender às novas exigências conforme sua aplicação.

A WLE já está preparada?

Sim. As soluções desenvolvidas pela WLE estão sendo continuamente atualizadas para atender às exigências legais, oferecendo aos clientes um ERP preparado para acompanhar todas as etapas da Reforma Tributária.


Conclusão

A Reforma Tributária não representa apenas uma alteração na legislação fiscal. Ela exige uma mudança na forma como as empresas administram seus processos, seus cadastros e seus sistemas de gestão.

Os próximos anos serão marcados por uma transição gradual, mas o momento de se preparar é agora. Empresas que investirem em tecnologia, organização e atualização terão muito mais segurança para enfrentar esse novo cenário.

Na WLE, seguimos acompanhando cada etapa dessa transformação para garantir que nossos clientes tenham um ERP moderno, atualizado e preparado para atender todas as exigências da nova legislação, permitindo que o foco permaneça no crescimento do negócio e não nas preocupações fiscais.

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